M21Global
Entrada em Mercados

Traduzir documentos para registar uma sucursal em Portugal

04 de out. de 20266 min de leitura
Traduzir documentos para registar uma sucursal em Portugal

Uma empresa alemã, brasileira ou angolana que decide abrir sucursal em Portugal esbarra rapidamente no mesmo obstáculo: o Registo Comercial português só aceita documentos em português, e os originais vêm quase sempre noutra língua. Antes de marcar reunião com um advogado ou contabilista, vale a pena perceber exatamente que traduções a Conservatória do Registo Comercial vai exigir, e em que formato.

Que documentos precisam de tradução certificada

O processo de registo de uma sucursal estrangeira em Portugal passa pela Conservatória do Registo Comercial e exige um conjunto fixo de documentos da empresa-mãe, todos traduzidos para português quando o original não está nessa língua:

  • Certidão de existência legal ou certificado de registo da empresa no país de origem (equivalente à certidão comercial portuguesa)
  • Pacto social / estatutos da sociedade-mãe, atualizados
  • Ata ou deliberação social que aprova a abertura da sucursal em Portugal
  • Procuração a nomear o representante legal da sucursal em território português
  • Documento de identificação do(s) representante(s) nomeado(s)
  • Certidão de não dívida fiscal ou documento equivalente, quando exigido pela atividade específica

A Conservatória não aceita traduções simples feitas internamente pela empresa. Cada documento precisa de tradução certificada: o tradutor declara perante um advogado inscrito na Ordem dos Advogados, ou perante notário, que a tradução é fiel ao original, e ambos assinam o certificado que acompanha o texto traduzido.

Apostila ou legalização, consoante o país de origem

Antes da tradução entrar em jogo, o documento original precisa de ser reconhecido como autêntico para uso em Portugal. Isto depende do país onde a empresa-mãe está registada.

Se o país de origem é parte da Convenção da Apostila de Haia, basta apostilar o documento junto da autoridade competente desse país. Portugal reconhece diretamente documentos apostilados por qualquer um dos mais de 130 países que integram a convenção. A apostila substitui a legalização consular e simplifica significativamente o processo.

Se o país de origem não é parte da convenção, o caminho é a legalização consular clássica: autenticação pelo ministério dos negócios estrangeiros desse país, seguida de legalização na embaixada ou consulado de Portugal nesse país. Este processo demora mais etapas e deve ser iniciado com antecedência, antes de se avançar para a tradução.

Uma dúvida frequente é a ordem das operações: apostilar ou legalizar primeiro, traduzir depois? A prática recomendada é certificar a autenticidade do original primeiro, e só depois traduzir o conjunto completo, incluindo a apostila ou os carimbos de legalização consular. A Conservatória quer ver a cadeia de autenticação completa, traduzida do início ao fim.

Erros que atrasam o registo

O erro mais comum é traduzir apenas o corpo do documento e deixar de fora carimbos, selos ou anotações marginais. A Conservatória rejeita traduções incompletas, e isso significa recomeçar o processo, com nova marcação e nova tradução.

Outro erro recorrente é a inconsistência terminológica entre documentos do mesmo processo. Se o pacto social usa uma forma do nome da sociedade e a procuração usa outra, o funcionário do registo pode pedir esclarecimentos adicionais, ou simplesmente rejeitar o pedido até à correção. Trabalhar todos os documentos da sucursal com o mesmo fornecedor de tradução, usando um glossário comum de nomes próprios, denominações sociais e cargos societários, evita este tipo de atraso.

Também vale notar que a validade de certas certidões, como a certidão de existência legal, tem prazo. Se a tradução demorar e o original expirar entretanto, é preciso pedir um novo documento e traduzir de novo. Planear o calendário com margem para a tradução certificada, a apostila ou legalização, e o próprio registo evita que a empresa perca prazos de arranque de atividade já comprometidos com clientes ou parceiros em Portugal.

Como a M21Global apoia a abertura de sucursais em Portugal

A M21Global trabalha há mais de 20 anos com empresas estrangeiras a entrar no mercado português, com tradução certificada de pactos sociais, procurações, certidões comerciais e atas de deliberação social, sempre alinhada com os requisitos da Conservatória do Registo Comercial. Para processos com múltiplos documentos interdependentes, como o registo de uma sucursal, a tier Estratégica garante revisão por um segundo linguista e controlo terminológico entre todos os ficheiros do processo, o que reduz o risco de rejeição por inconsistência. Quem já lidou com registo de empresas noutros mercados lusófonos pode também consultar o artigo sobre tradução de documentos para registo de empresa em Angola junto do IAPE, ou perceber como um fornecedor de tradução pode agilizar todo o processo de internacionalização do negócio. Para conhecer o serviço completo de tradução empresarial, visite a página de tradução empresarial da M21Global. Peça um orçamento para a tradução certificada dos documentos da sua sucursal e receba resposta em três horas úteis.

Serviços Relacionados

Peça um orçamento gratuito para internacionalização

Perguntas Frequentes

Que documentos precisam de tradução certificada para abrir uma sucursal em Portugal?

A certidão de existência legal, o pacto social, a ata que aprova a abertura da sucursal, a procuração do representante legal e os documentos de identificação deste último, quando não estão em português.

É preciso apostilar os documentos antes ou depois da tradução?

Primeiro apostila-se ou legaliza-se o original, depois traduz-se o conjunto completo, incluindo a própria apostila ou os carimbos de legalização consular, para a Conservatória ver a cadeia de autenticação traduzida por inteiro.

O que acontece se o país de origem não for parte da Convenção da Apostila?

O documento segue legalização consular clássica: autenticação pelo ministério dos negócios estrangeiros do país de origem e depois legalização na embaixada ou consulado de Portugal nesse país.

Quem pode certificar uma tradução para a Conservatória do Registo Comercial em Portugal?

Um advogado inscrito na Ordem dos Advogados ou um notário, perante quem o tradutor declara que a tradução é fiel ao original, assinando ambos o certificado.

Quanto tempo demora o processo de tradução e legalização para registo de sucursal?

Depende do país de origem, do número de documentos e de se é preciso apostila ou legalização consular; o melhor ponto de partida é pedir um orçamento, que a M21Global responde em três horas úteis, com indicação do processo aplicável ao caso.

Precisa de Tradução Profissional?

Solicite um orçamento gratuito e sem compromisso para o seu projecto de tradução.

Pedir Orçamento