Tradução Certificada

Tradução Certificada da Certidão Permanente para o Exterior

01 de nov. de 20266 min de leitura
Tradução Certificada da Certidão Permanente para o Exterior

Uma empresa portuguesa quer abrir uma conta bancária na Espanha, registrar uma filial na França ou participar de uma licitação pública na Alemanha. Em todos esses casos, a entidade receptora vai pedir a certidão permanente do registro comercial traduzida e certificada. Sem isso, o processo trava.

A certidão permanente é o documento que comprova a existência legal de uma empresa portuguesa, seus sócios, o capital social, a sede e os representantes com poderes de assinatura. Ela é emitida online pela Conservatória do Registo Comercial e tem um código de acesso que permite consulta durante o período de validade. Para uso no exterior, esse conteúdo precisa ser vertido para o idioma do país de destino por um processo que garanta sua validade legal.

O que significa "certificada" nesse contexto

Em Portugal não existe tradução juramentada. Esse termo se aplica a países como Brasil, Espanha, França, Alemanha ou Itália, onde há tradutores juramentados reconhecidos pelo Estado. Para documentos portugueses, o processo correto se chama tradução certificada.

Na prática, um tradutor traduz a certidão permanente e declara, perante um advogado inscrito na Ordem dos Advogados portuguesa ou perante um notário, que a tradução é fiel ao original. Advogado (ou notário) e tradutor assinam o certificado de tradução, que fica anexado ao documento traduzido. Esse procedimento substitui, para efeitos portugueses, o que em outros países se chama tradução juramentada.

Se o documento vai para um país onde existe a figura do tradutor juramentado, como Espanha, França ou Alemanha, vale confirmar com a entidade receptora nesse país se ela aceita a certificação portuguesa ou exige tradução feita por um tradutor juramentado local. Essa exigência varia conforme a instituição e o tipo de processo.

Quando é preciso apostilar a certidão

A tradução certificada garante que o conteúdo foi fielmente transposto para outro idioma. Ela não garante, por si só, que o documento original é reconhecido como autêntico fora de Portugal. Para isso existe a apostila.

Se o país de destino integra a Convenção da Apostila de Haia, a certidão permanente (ou a tradução, dependendo do procedimento pedido) recebe uma apostila emitida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de Portugal. É essa entidade, e nenhuma outra, que apostila documentos portugueses, sejam certidões comerciais, atos notariais ou documentos acadêmicos.

Se o país de destino não está na Convenção, a apostila não se aplica. Nesses casos, o documento segue para legalização pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português e depois para a embaixada ou consulado do país de destino em Portugal. Angola e Moçambique não são partes da Convenção da Apostila, portanto documentos portugueses destinados a esses mercados sempre seguem essa via de legalização consular clássica, nunca a apostila.

A ordem dessas etapas importa. Em geral, apostila-se primeiro o original (ou a tradução certificada, conforme o requisito do destinatário) e só depois se avança com o envio. O erro mais comum é o inverso: enviar a tradução sem a apostila e descobrir, semanas depois, que o banco ou o registro comercial estrangeiro rejeitou o processo por falta desse selo.

Documentos que costumam acompanhar a certidão permanente

Uma certidão permanente raramente viaja sozinha num processo de internacionalização. Costuma seguir junto com:

  • Contrato social / estatutos da empresa, quando o destinatário pede detalhes sobre objeto social e órgãos sociais
  • Procurações, quando alguém vai assinar em nome da empresa no país de destino
  • Certidão de regularidade fiscal junto ao fisco e à previdência, em processos de licitação pública
  • Demonstrações financeiras, em processos bancários ou de investimento

Cada um desses documentos tem seu próprio percurso de certificação e, possivelmente, de apostila. Vale reunir a lista completa do que a entidade estrangeira exige antes de pedir qualquer tradução, para evitar pedidos avulsos sucessivos e custos de certificação repetidos.

Quem já lidou com contratos de trabalho para expatriados ou com documentos judiciais sabe que o mesmo princípio se aplica: sempre que há mais de um documento envolvido, é mais eficiente tratá-los em conjunto. Dá para ver como isso se aplica a outros contextos jurídicos nos artigos sobre contratos de trabalho de expatriados e sobre tradução para documentos judiciais.

Como a M21Global trata esse tipo de pedido

A M21Global traduz certidões permanentes e outros documentos do registro comercial português para dezenas de idiomas, com certificação válida para uso na Espanha, França, Alemanha, Reino Unido, Brasil, Angola e Moçambique. A equipe conhece as diferenças entre tradução certificada, apostila e legalização consular, e orienta cada empresa sobre qual se aplica ao seu destino específico.

Para documentos com peso legal como esse, a M21Global recomenda o serviço na modalidade Estratégica, com revisão por um segundo linguista e fluxo auditado segundo a norma ISO 17100. Peça um orçamento agora e receba uma proposta em três horas úteis.

Serviços Relacionados

Peça um orçamento gratuito de tradução jurídica

Perguntas Frequentes

A certidão permanente precisa de tradução juramentada?

Não para Portugal, onde não existe tradução juramentada. O documento recebe tradução certificada, com declaração do tradutor perante advogado ou notário. Se o destino for Brasil, Espanha, França, Alemanha ou Itália, vale confirmar com a entidade receptora nesse país se ela aceita a certificação portuguesa ou exige um tradutor juramentado local.

Quem emite a apostila para a certidão permanente portuguesa?

A Procuradoria-Geral da República (PGR) de Portugal é a única entidade que apostila documentos portugueses, incluindo certidões do registro comercial.

E se a empresa portuguesa quiser operar em Angola ou Moçambique?

Angola e Moçambique não são partes da Convenção da Apostila de Haia. A certidão permanente segue para legalização pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros português e depois pelo consulado do país de destino, sem passar pela apostila.

A tradução certificada e a apostila podem ser feitas ao mesmo tempo?

São processos distintos, mas podem ser coordenados em sequência: normalmente apostila-se o documento ou a tradução certificada conforme exigido pelo destinatário, antes de dar entrada no processo no exterior.

Por quanto tempo a certidão permanente vale para esse tipo de uso?

O código de acesso da certidão permanente tem um prazo de validade definido pela Conservatória do Registo Comercial. Depois de expirar, é preciso emitir uma nova certidão antes de iniciar a tradução e a certificação.

Precisa de Tradução Profissional?

Solicite um orçamento gratuito e sem compromisso para o seu projeto de tradução.

Solicitar Orçamento