A partir de 28 de junho de 2025, empresas que vendem produtos e serviços digitais na União Europeia precisam cumprir o Ato Europeu de Acessibilidade (European Accessibility Act, EAA). Sites de e-commerce, aplicativos bancários, plataformas de bilhetagem e serviços de e-book estão todos abrangidos. Há uma dimensão do EAA que muitas equipes de produto ainda tratam como detalhe menor: o texto precisa ser compreensível, não apenas tecnicamente acessível a leitores de tela.
Adicionar atributos ARIA e contraste de cor não resolve tudo. É preciso garantir que quem usa um leitor de tela em polonês, ou um aplicativo com baixa alfabetização digital em português, consiga entender o que está lendo. Isso é um problema de localização, não só de engenharia.
O que o Ato Europeu de Acessibilidade exige do texto
O EAA se aplica a produtos e serviços como sites de e-commerce, serviços bancários, e-readers, terminais de autoatendimento, aplicativos de transporte e serviços de comunicações eletrônicas. As obrigações de texto incluem:
- Linguagem clara e simples, sem jargão desnecessário nem frases longas que dificultam a leitura por tecnologia assistiva.
- Texto alternativo (alt text) descritivo para imagens, disponível em cada idioma da interface.
- Rótulos e instruções consistentes entre telas, para que a navegação por voz ou teclado funcione de forma previsível.
- Mensagens de erro compreensíveis, formuladas de modo que o usuário saiba exatamente o que corrigir.
Nenhum desses pontos se resolve automaticamente com a tradução literal de uma string. Uma frase curta e clara em inglês pode ficar ambígua ou desnecessariamente longa em francês ou alemão se for traduzida palavra por palavra. A localização para acessibilidade exige reescrever, não apenas converter.
Onde a tradução literal falha na acessibilidade
Um leitor de tela lê o texto na ordem em que está estruturado no código, não na ordem visual da tela. Se a tradução de um botão ou rótulo altera a estrutura gramatical da frase original, a leitura por voz pode ficar incompreensível, mesmo que o texto escrito pareça correto.
Há três problemas recorrentes:
- Concordância de gênero em idiomas diferentes do inglês. "Selected" é traduzido de forma diferente dependendo se o elemento a que se refere é masculino ou feminino em português ou espanhol. Interfaces mal preparadas geram inconsistências que confundem a tecnologia assistiva.
- Comprimento de texto em campos fixos. Alemão e finlandês tendem a produzir strings mais longas do que o inglês. Se o alt text ou o rótulo é cortado, a informação essencial desaparece, o que é uma falha direta ao EAA.
- Ordem de leitura em RTL. Para mercados árabes, a ordem lógica do DOM precisa acompanhar a direção de leitura, e isso tem que ser verificado por quem localiza, não assumido pelo motor de tradução.
Esses casos exigem revisão humana com contexto visual da tela, não apenas acesso ao arquivo de strings isolado.
Como preparar o processo de localização para acessibilidade
O ponto de partida é o glossário. Termos de interface ("enviar", "cancelar", "campo obrigatório") precisam ser traduzidos de forma consistente em todo o aplicativo, porque a tecnologia assistiva depende dessa previsibilidade para orientar o usuário.
Depois vem o contexto visual. Arquivos de strings sem visualização da tela levam a traduções tecnicamente corretas mas semanticamente erradas: um "Cancel" traduzido como "Cancelar" numa ação irreversível pode ter conotação diferente da esperada, e isso só se percebe ao ver a tela real.
Por fim, o teste com tecnologia assistiva real: leitor de tela, navegação por teclado, ampliação de texto. Isso identifica problemas que nenhuma revisão de texto isolado detecta, como rótulos duplicados ou ordem de leitura invertida.
Para equipes com plataformas SaaS ou aplicativos que atualizam conteúdo com frequência, vale a pena estruturar esse processo dentro de um fluxo certificado, como descrevemos em localização ISO 17100 para plataformas SaaS. A integração contínua entre o CMS e a equipe de tradução evita que cada atualização de produto obrigue a recomeçar o trabalho de acessibilidade do zero.
Como a M21Global apoia a conformidade com o EAA
A M21Global trabalha com localização de software e plataformas digitais com foco em consistência terminológica e revisão com contexto visual, dois requisitos que a conformidade com o Ato Europeu de Acessibilidade torna obrigatórios, não opcionais. Para projetos de alto impacto, como interfaces bancárias ou plataformas de e-commerce sujeitas a auditoria regulatória, o nível Estratégica aplica revisão por um segundo linguista dentro de um fluxo auditado ISO 17100, com controle de qualidade dedicado.
Se a sua empresa vende produtos digitais na UE e precisa localizar interfaces, mensagens de erro ou conteúdo de ajuda para cumprir o EAA, conheça os serviços de tradução para tecnologia e software da M21Global e peça um orçamento. A resposta chega em três horas úteis.
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Perguntas Frequentes
O que é o Ato Europeu de Acessibilidade e desde quando se aplica?
É uma diretiva da UE que obriga produtos e serviços digitais, como sites de e-commerce e aplicativos bancários, a serem acessíveis a pessoas com deficiência. Está em vigor desde 28 de junho de 2025.
A tradução automática de strings cumpre os requisitos de acessibilidade?
Normalmente não. Tradução automática sem revisão de contexto visual e sem verificação com tecnologia assistiva costuma gerar rótulos inconsistentes ou texto cortado, o que viola os requisitos do EAA.
Que tipo de conteúdo de um aplicativo precisa de localização para acessibilidade?
Rótulos de interface, mensagens de erro, texto alternativo de imagens, instruções de navegação e conteúdo de ajuda, em cada idioma em que o aplicativo é disponibilizado.
Quanto tempo leva a localização de um aplicativo para cumprir o EAA?
Depende do volume de conteúdo, do número de idiomas e da complexidade da interface. A M21Global responde a pedidos de orçamento em três horas úteis, com prazo de entrega definido caso a caso.



