- O que a FDA exige em termos de tradução
- O que a FCC exige em termos de tradução
- Tipos de documentos mais frequentes nestes processos
- Que nível de qualidade de tradução é adequado para estes processos
- Como a M21Global apoia processos de certificação FDA e FCC
- Serviços Relacionados
- Perguntas Frequentes
Exportar produtos para os Estados Unidos implica lidar com dois dos organismos reguladores mais exigentes do mundo: a FDA (Food and Drug Administration) e a FCC (Federal Communications Commission). Em ambos os casos, os documentos técnicos e regulatórios submetidos em língua estrangeira têm de ser acompanhados de tradução completa para inglês. Uma tradução inadequada pode atrasar ou inviabilizar a aprovação do produto.
O que a FDA exige em termos de tradução
A FDA é clara nas suas directrizes: qualquer documento submetido numa língua que não seja o inglês deve ser acompanhado de uma tradução completa e de uma declaração de exactidão assinada pelo tradutor. Isto aplica-se a dossiers de registo de dispositivos médicos (510(k), De Novo, PMA), a etiquetagem de suplementos alimentares e alimentos embalados, a bulas e instruções de utilização de medicamentos, e a relatórios de ensaios clínicos.
A declaração de exactidão não é uma formalidade menor. O tradutor ou a empresa de tradução afirmam formalmente que o conteúdo em inglês é uma representação fiel e completa do original. Se a FDA detectar discrepâncias, o processo de aprovação é suspenso. Em produtos de saúde, os erros de tradução têm consequências regulatórias directas.
A terminologia é um factor crítico. Termos como "sterile", "single-use" ou "contraindication" têm significados legais específicos no contexto da regulamentação norte-americana. Uma tradução que use equivalentes aproximados em vez dos termos consagrados na regulamentação pode gerar pedidos de esclarecimento ou rejeição do dossier.
O que a FCC exige em termos de tradução
A FCC regula equipamentos electrónicos, dispositivos de rádio e comunicações. Para obter a certificação FCC de um produto, os fabricantes têm de submeter documentação técnica que pode incluir manuais de utilizador, relatórios de testes laboratoriais, diagramas de circuitos e declarações de conformidade.
O requisito central da FCC é que a documentação de suporte esteja em inglês ou seja acompanhada de tradução para inglês. Os manuais de utilizador destinados ao mercado norte-americano têm de estar integralmente em inglês. Os relatórios de teste emitidos por laboratórios de acreditação reconhecidos, frequentemente em alemão, japonês, coreano ou chinês conforme o país de origem do fabricante, têm de ser traduzidos na íntegra.
Ao contrário da FDA, a FCC não impõe um formato específico para a declaração do tradutor. Ainda assim, a precisão técnica do conteúdo é igualmente escrutinada pelos revisores do laboratório de testes acreditado e pelos agentes autorizados FCC. Um erro na descrição das especificações de emissão ou dos limites de exposição a radiação pode comprometer a certificação.
Tipos de documentos mais frequentes nestes processos
Os documentos submetidos à FDA e à FCC partilham uma característica: são altamente técnicos e frequentemente produzidos por engenheiros ou cientistas, não por profissionais de comunicação. Isso significa que o texto original já é denso e especializado. A tradução tem de preservar esse nível de exactidão sem introduzir ambiguidade.
Para a FDA, os documentos mais comuns incluem:
- Dossiers de registo 510(k) e PMA (dispositivos médicos)
- Instruções de Utilização (IFU) e bulas
- Relatórios de estudos de biocompatibilidade e esterilização
- Documentação de sistema de qualidade (ISO 13485)
- Etiquetagem de produtos alimentares e suplementos
Para a FCC, os documentos mais comuns incluem:
- Relatórios de testes de emissão (EMC/EMI)
- Manuais de utilizador e guias de instalação
- Diagramas de blocos e esquemas eléctricos
- Declarações de conformidade e cartas de agente autorizado
- Fichas técnicas de componentes
Que nível de qualidade de tradução é adequado para estes processos
Os processos FDA e FCC não admitem margem de erro. O nível de qualidade adequado é aquele que garante revisão independente, terminologia controlada e rastreabilidade do processo. Não é o momento para usar tradução automática sem revisão humana profunda, nem tradução por um único profissional sem verificação.
O processo de tradução empresarial adequado para estes contextos envolve, no mínimo, um tradutor especializado na área técnica ou médica, revisão por um segundo especialista e controlo de qualidade terminológico. É exactamente o que o nível Estratégica da M21Global contempla: três linguistas em cadeia (tradutor, revisor e revisor de QA), fluxo auditado conforme a ISO 17100, e memórias de tradução que garantem consistência terminológica ao longo de todo o dossier.
A internacionalização de um negócio envolve sempre documentação crítica. Uma empresa que já tenha gerido dossiers de registo para outros mercados regulados, como acontece com a internacionalização apoiada por uma empresa de tradução, percebe que o custo de um erro de tradução numa submissão regulatória é incomparavelmente superior ao custo de fazer o trabalho bem à primeira.
Como a M21Global apoia processos de certificação FDA e FCC
A M21Global tem mais de 20 anos de experiência em tradução técnica e regulatória, com certificação ISO 17100:2015 atribuída pela Bureau Veritas. A equipa trabalha com fabricantes de língua portuguesa e de outras origens que exportam para os Estados Unidos, cobrindo pares de línguas como português-inglês, alemão-inglês, francês-inglês e espanhol-inglês.
O fluxo de trabalho inclui tradutores com formação específica em regulamentação médica (FDA, MDR, ISO 13485) e em electrónica e telecomunicações (FCC, ETSI, CE), glossários terminológicos por dossier, e declarações de exactidão adequadas às exigências da FDA. A M21Global emite também declarações de exactidão certificadas quando o organismo regulador assim o exige.
Se a sua empresa está a preparar uma submissão à FDA ou à FCC e precisa de traduzir a documentação técnica com rigor e rastreabilidade, peça um orçamento à M21Global. O prazo de resposta é de até três horas em dias úteis.
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Perguntas Frequentes
A FDA exige que a tradução seja feita por um tradutor juramentado?
Não. A FDA exige uma declaração de exactidão assinada pelo tradutor ou pela empresa de tradução, confirmando que a tradução é fiel ao original. Não é obrigatório que seja um tradutor juramentado no sentido legal, mas a responsabilidade formal pela exactidão do conteúdo recai sobre quem assina a declaração.
Os relatórios de testes emitidos por laboratórios estrangeiros têm de ser traduzidos para submissão à FCC?
Sim. Se o relatório de teste estiver numa língua que não seja o inglês, tem de ser acompanhado de tradução completa para inglês para ser aceite no processo de certificação FCC.
Que idiomas são mais frequentes nos dossiers de certificação FDA provenientes de países de língua portuguesa?
O português é naturalmente o mais comum, mas nos dossiers de origem europeia surgem também o alemão, o francês, o espanhol e o italiano, dependendo do país de fabrico. Todos requerem tradução completa para inglês, incluindo a documentação técnica, de qualidade e de etiquetagem.
Uma tradução automática com revisão humana é suficiente para uma submissão à FDA?
Não é recomendável para dossiers regulatórios. A FDA analisa a exactidão e a consistência terminológica do documento. Erros ou inconsistências podem resultar em pedidos de esclarecimento ou rejeição da submissão. O processo adequado envolve tradução por especialista, revisão independente e controlo terminológico.
Qual é o prazo típico para tradução de um dossier 510(k) para inglês?
Depende do volume e da complexidade do dossier. Um 510(k) pode ter entre 50 e várias centenas de páginas de documentação técnica. O prazo deve ser acordado com o fornecedor de tradução logo na fase de planeamento da submissão, para não comprometer o calendário regulatório.

